quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Arquivo para download: Educação (bildung) enquanto verniz: crítica ao Estado e psicofisiologia, por Wilson Antonio Frezzatti Júnior

Ao criticar a Bildung alemã, no sentido de formação ou educação, o filósofo alemão propõe uma nova formação. Nietzsche sempre foi um crítico feroz de sua época, considerada decadente e medíocre, incapaz de produzir uma grande cultura. Nesse contexto, a única coisa que a educação (Erziehung) e a formação (Bildung) podem fazer é encobrir – e não erradicar – a verdadeira compleição do indivíduo, ou seja, enganar “acerca da plebe herdada no corpo e na alma”. As críticas que Nietzsche faz à formação e à cultura alemãs não o impedem de propor ações para uma educação efetiva. O fragmento póstumo 9 outono 1887, intitulado “Os fortes do amanhã”, propõe o uso de certos comportamentos para elevar o homem: não devemos depender do acaso para a produção do homem forte, mas devemos produzi-lo através da educação. Uma educação que pense no futuro e não no presente: “A mediocridade crescente do ser humano é precisamente a força que nos impele a pensar na seleção [Züchtung] de uma raça [Rasse] mais forte: que encontraria seu excedente justamente em tudo aquilo que a espécie medíocre se enfraqueceria (vontade, responsabilidade, segurança de si, capacidade de estabelecer alvos para si)” (Fragmento póstumo 9 outono 1887). Os meios utilizados para isso são: isolamento, exercício de valores inversos ao da mediocridade, pathos da distância. Os costumes de uma cultura elevada devem ser opostos ao da cultura vigente decadente.

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