quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Na Web: A subjetivação subversiva, entrevista com Félix Guattari

Entrevista com Félix Guattari concedida a Antônio Lancetti e Maria Rita Kehl, em 1990.

A força dos movimentos racista-reacionários, como a Frente Nacional, na França, ou o Pamiat, na Rússia, é que eles catalisam uma autonomia subjetiva, ao sair da consumação passiva da media. Há uma potência libidinal nesses movimentos reacionários. Nesse sentido, é que não dá para considerá-los movimentos totalitários, simplesmente. Essa característica é que lhes dá capacidade de ganhar terreno sobre os movimentos operários tradicionais. Então, de duas, uma: ou os movimentos progressistas, os movimentos de liberação contemporâneos perderão terreno - incapazes de apreender os novos dados da subjetivação coletiva -, ou adquirirão meios de fazer com que essa subjetivação se dê de maneira verdadeiramente progressista, desenvolvendo referências de liberação, criando novos espaços de liberdade, propondo novos horizontes à subjetivação, fora dos marcos tradicionais e conservadores, e, em particular, reinventando os modos de se fazer política, porque essa temática não é só ideológica e não seria suficiente que o PT, por exemplo, levantasse a bandeira da revolução molecular. É preciso que o PT comece a fazer a sua própria revolução molecular, a sua própria análise institucional - especialmente num terreno que me parece evidente, que é o do papel das mulheres na organização -, o que representa descentrar as preocupações políticas tradicionais.

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