quarta-feira, 29 de julho de 2015

Na Web: Nietzsche em Sils Maria, por Mario Vargas Llosa

Tradução: Anna Capovilla

Quando Nietzsche veio pela primeira vez a Sils Maria, no verão de 1879, era uma ruína humana. Estava perdendo a vista a passos rápidos, era atormentado pelas enxaquecas, e as enfermidades o haviam obrigado a renunciar à cátedra na universidade de Basileia, onde lecionara por dez anos. Esta era então uma remota região alpina na alta Engadina, onde só vinham forasteiros. Foi um amor à primeira vista: ele ficou deslumbrado com o ar cristalino, o mistério e o vigor das montanhas, as numerosas cascatas, a serenidade dos lagos e das lagoas, os esquilos e até os enormes gatos monteses.

Começou a melhorar, escreveu cartas exultantes de entusiamo pelo lugar e, desde então, voltou por sete anos consecutivos a Sils Maria no verão, por temporadas de três ou quatro meses. Sempre foi um apreciador de caminhadas, mas, aqui, andar, subir por encostas íngremes, meditar nas alturas varridas pelos ventos onde às vezes aterrissavam as águias, rabiscar em seus caderninhos os aforismos, um dos seus meios de expressão favoritos, convertera-se num modo de vida.

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